Aljezur Medieval

FICHA TÉCNICA:

Título: Aljezur Medieval

1.ª edição: Outubro de 2005

Autor: José António de Jesus Martins

Edição: Câmara Municipal de Aljezur

Colaboração: Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur.

Tiragem: 1.000 exemplares

Capa: Adaptação de documento (I.A.N./T.T., Chan. de D. João II, L. 10, fl. 115. Capítulos Especiais de Lagos (Cf. Apêndice Documental - Doc. V), onde se incluiu algumas das designações conhecidas do topónimo Aljezur ao longo dos séculos XIII (1280-Aliazul); XV (1492 - Aljazur) e XX (Aljezur).

Paginação e Impressão: Gráfica St. António

Depósito Legal: 235 753/05

ISNB: 972-98876-3-2

Preço
6,00 €

Disponível

APRESENTAÇÃO

Em 2005 comemora-se os 725 anos do Foral de D. Dinis, dado ao concelho de Aljezur em 12 de Novembro de 1280.
Como forma de marcar esta efeméride, entendeu a Câmara Municipal de Aljezur em estreita colaboração com a Associação de Defesa do Património  Histórico e Arqueológico de Aljezur apoiar a publicação deste estudo dedicado à Idade Média desta vila, estudo este da autoria do Mestre José António Martins, que já nos habituou a obras de grande rigor histórico, de grande qualidade de de fácil percepção.
A Idade Média, ou período Medieval, período que marcou a nossa história durante aproximadamente 1000 anos, não tinha ainda nenhum testemunho escrito, sobre esta época na vila de Aljezur.
 Esta obra vem por um lado colmatar este vazio na nossa História e por outro, dar continuidade a uma aposta que a Câmara Municipal de Aljezur tem vindo a levar a cabo através de publicações de natureza histórica ou d epura manifestação cultural e etnográfica.
É interessante perceber a realidade da época, a organização dos espaços e vivência de então e conseguir fazer pontos de aproximação com os dias de hoje.
Um exemplo desses tempos é a autonomia administrativa e judicial, que encontrava a expressão simbólica em quatro elementos essenciais: a casa da câmara, a cadeia, o pelourinho e o foral.
Este último era o instrumento legislativo base, que definia as regras e as normas de convivência colectiva garantindo as liberdades e as autonomias, através das posturas ("leis" locais), que visavam ordenar as actividades e as relações de coexistência pública.
Por outro lado, a casa da câmara era a sede do poder autárquico, local de encontro e de decisão do povo e dos "homens bons".
O pelourinho e a cadeia representavam o poder judicial e penal.
Aliás, o pelourinho que se erguia no meio da vila nas proximidades dos Paços do Concelho era ainda o local público de aplicação de penas e ali também se afixavam editais e se liam os pregões.
Com mais esta iniciativa, a Câmara Municipal de Aljezur continua a atribuir a especial importância à valorização da sua cultura e da sua História, como elementos essenciais na construção de uma sociedade moderna.
Olhamos para o futuro sem deixar de homenagear o passado e dele retirar os ensinamentos de outras gerações.
Neste rumo que traçamos não podemos deixar de mais uma vez sublinhar a colaboração da Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur e o empréstimo de sabedoria a que o Mestre José António de Jesus Martins já nos habituou.

O Presidente da Câmara Municipal de Aljezur

Manuel José de Jesus Marreiros